quarta-feira, 8 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
Ao teu pensar-me querendo-te...

Despe-te em sonho ante o sonhares-me vendo-te,
Dá-te vária, dá sonhos de ti-própria aos molhos
Ao teu pensar-me querendo-te...
Desfolha sonhos teus de dando-te variamente,
Ó perversa, sobre o êxtase da atenção
Que tu em sonhos dás-me... E o teu sonho de mim é quente
No teu olhar absorto ou em abstracção...
Possue-me-te, seja eu em ti meu spasmo e um rocio
De voluptuosos eus na tua coroa de rainha...
Meu amor será o sair de mim do teu ocio
E eu nunca serei teu, ó apenas-minha?"
segunda-feira, 6 de abril de 2009
E vivo só p'ra te amar
"Eu quero morrer de amores como os rios morrem no mar
Campos inteiros de flores não chegam pra me deitar
Eu quero morrer de amores como os rios morrem no mar
Eu quero o pranto das rosas nas bocas que desfolhei
Perdi todas as demoras, perdi e não me encontrei
Eu quero o pranto das rosas nas bocas que desfolhei
Meu grande amor, meu sorriso de amargura
Nasce a luz na noite escura quando vens para me abraçar
Ó meu amor rasga essa dor e sorri
Eu não sei viver sem ti e vivo só p'ra te amar
Eu quero mais que ninguém o silêncio, a solidão
Eu queria ser mais além, sabor amargo a limão
Eu quero mais que ninguém o silêncio, a solidão
Mas não serei o navio que se verga à tempestade
Nas margens de um novo rio cantarei a liberdade
Nas margens de um novo rio cantarei a liberdade
Meu grande amor, meu sorriso de amargura
Nasce a luz na noite escura quando vens para me abraçar
Ó meu amor rasga essa dor e sorri
Eu não sei viver sem ti e vivo só p'ra te amar"
domingo, 5 de abril de 2009
Que silêncio é este

Nem sei se lhe chamam fado ou que outro nome é que tem
Se canto, não me dói tanto o coração magoado
Mas há em tudo o que canto este silêncio pesado
Não é mágoa nem saudade nem é pena de ninguém
O silêncio que me invade e não sei de onde é que vem
Silêncio que anda comigo e que mesmo sem eu querer
Diz através do que eu digo o que eu não posso dizer
Este silêncio pesado que me suspende e sustém
Não sei se lhe chamam fado ou que outro nome é que tem
Se com palavras se veste a alegria e pranto
Então que silêncio é este que há em tudo o que eu canto"
sábado, 4 de abril de 2009
You made me forget myself
"Just a perfect day drink sangria in the park
And then later when it gets dark we go home
Just a perfect day feed animals in the zoo
Then later a movie too and then home
Oh, it's such a perfect day I'm glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on you just keep me hanging on
Just a perfect day problems all left alone
Weekenders on our own it's such fun
Just a perfect day you made me forget myself
I thought I was someone else someone good
Oh, it's such a perfect day I'm glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on you just keep me hanging on
You're going to reap just what you sow
You're going to reap just what you sow
You're going to reap just what you sow
You're going to reap just what you sow"
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Os erros do que fui

Deixei atrás os erros do que quis
E que não pude haver porque a hora flui
E ninguém é exacto nem feliz.
Tudo isso como o lixo da viagem
Deixei nas circunstâncias do caminho,
No episódio que fui e na paragem,
No desvio que foi cada vizinho.
Deixei tudo isso, como quem se tapa
Por viajar com uma capa sua,
E a certa altura se desfaz da capa
E atira com a capa para a rua."
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Where the clouds are far behind
"Somewhere over the rainbow
Way up high
There's a land that I heard of once in a lullaby
Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream really do come true
Someday I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemon drops
A way above the chimney tops
That's where you'll find me
Somewhere over the rainbow
Blue birds fly
Birds fly over the rainbow
Why then oh why can't I?
If happy little blue birds fly beyond the rainbow
Why oh why can't I? "
Para a minha querida Denisa, que está a passar o pior momento da sua vida.
Estou ao teu lado neste momento de dor.
Conta sempre comigo.
sexta-feira, 20 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Aconteceu
"Aconteceu quando a gente não esperava
Aconteceu sem um sino pra tocar
Aconteceu diferente das histórias
Que os romances e a memória
Têm costume de contar
Aconteceu sem que o chão tivesse estrelas
Aconteceu sem um raio de luar
O nosso amor foi chegando de mansinho
Se espalhou devagarinho
Foi ficando até ficar
Aconteceu sem que o mundo agradecesse
Sem que rosas florescessem
Sem um canto de louvor
Aconteceu sem que houvesse nenhum drama
Só o tempo fez a cama
Como em todo grande amor"
quarta-feira, 18 de março de 2009
Um dia puro
terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Em silêncio

"Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!"
A minha tia Rosinda era uma mulher única. Lia poesia com o mesmo fervor com que discutia as revistas do social. Falava de História com a mesma paixão com que preparava as mais extraordinárias refeições para toda a família. Era uma chefe de clã. Motivava-nos, mimava-nos, repreendia-nos. Tratava-nos a todos como se fossemos seus filhos. E quando estávamos juntos, entre almoços, chás, jantares e ceias, descobríamos que éramos todos do mesmo sangue ainda que fossemos de sangues diferentes.
A minha tia Rosinda, casada com o irmão mais velho do meu pai, o meu tio Zé, foi a minha primeira avó. Com ela aprendi que devemos seguir sempre os nossos sonhos, por mais disparatados que nos pareçam. Aprendi que amar é uma luta diária mas que diariamente vale a pena. Aprendi que os amores só são impossíveis se desistirmos de os viver.
O peso da sua ausência é intransponível. Voltar à Quinta das Mimosas sem a sua presença é enfrentar um silêncio terrível. A sua morte, ontem, representa o fim de um ciclo feliz. Se há três meses a morte da minha avó Maria do Carmo foi um duro golpe, a morte da minha tia Rosinda, ontem, representa o fim da minha infância. A partir de hoje espero tudo. Porque o seu sorriso quando nos encontrávamos representava a pureza dos anos em que fui mais feliz. E esse sorriso será em silêncio que o recordarei. Para sempre.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Nos braços da paz
"Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu
É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dá prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz
Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não posso ser feliz, assim
Tem dó de mim
O que é que eu posso fazer?"
(para ti. Porque estas duas semanas parecem dois meses.
E porque "é tão difícil ficar sem você". Sinto a tua falta TODOS os dias.)
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Maior que tudo quanto existe
"Minha bem-amada
Quero fazer de um juramento uma canção
Eu prometo, por toda a minha vida
Ser somente teu e amar-te como nunca
Ninguém jamais amou, ninguém
Minha bem-amada
Estrela pura, aparecida
Eu te amo e te proclamo
O meu amor, o meu amor
Maior que tudo quanto existe
Oh, meu amor"
(Para ti. Porque é isto mesmo. E porque nunca tinha sentido nada assim.
E porque também tu "enches os meus dias"...)
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Da claridade da sua face

"Foi aos poucos que me apercebi de como era bela. Há pessoas assim. Que se revelam devagar, que não têm qualquer pressa em mostrar como são, em chegar ao nosso ombro, à nossa frente. Pessoas que têm o tempo do seu lado. O exacto contrário de mim que habito a ansiedade de todas as horas. A primeira vez que a vi nada vi a não ser uma cara, um corpo, gestos. Não me apercebi da claridade da sua face, do seu corpo longo, dos gestos lentos e delicados das mãos e dos braços, das suas incisivas palavras. (...)
Eu queria ver pelos teus olhos. Sentir com o teu coração. Morrer por ti."
Pedro Paixão, in 'O Mundo é tudo o que acontece'
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
E como o despertar depois de um sonho mau
Bem devagar
A felicidade voltou para mim
Sem perceber
Sem suspeitar
O meu coração deixou você surgir
E como o despertar depois de um sonho mau
Eu vi o amor sorrindo em seu olhar
E a beleza da ternura de sentir você
Chegou sem correr
Bem devagar
Amor velho que se perde
Sai correndo para outro ninho
Amor novo que se ganha
Vem sem pressa, vem mansinho"
sábado, 24 de janeiro de 2009
As mãos como os meus dias
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
«Não partas nunca mais»
E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.
Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.
E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Pesa-me tudo menos a dor
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Esta visão de ausência e interrogação

domingo, 4 de janeiro de 2009
A paz de um amor tranquilo




